Quero abrir
O cofre de osso
Onde usas
O teu intelecto
Para afinar
A tua paixão:
Fabricar desejos
Teorias
E rimas.
Quero passar
A minha língua ávida
Pelas trêmulas
Ondulações
Do teu cerebelo:
Deixá-lo rosado
E doce;
Brilhante e escorregadio
Com a minha saliva.
Manuela Cardiga
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